Garfagem de mesa de roseira em diferentes substratos.

Autores

  • Kathia Fernandes Lopes Pivetta
  • Patrícia Unger César Pizetta
  • Lavínia Pereira Casali

DOI:

https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1753

Palavras-chave:

Rosa spp., enxertia, garfagem

Resumo

No contexto da floricultura, a rosa é considerada a principal flor de corte (Landgraf & Paiva, 2005), destacando-se como uma das principais culturas para os mercados interno e externo (Barbosa, 2003).
A produtividade das roseiras depende de uma série de fatores, sendo um dos mais importantes, a escolha de uma boa muda (Pivetta, 1994), que no Brasil, são obtidas comercialmente por meio de estaquia herbácea, borbulhia em porta-enxertos previamente enraizados e, o processo mais novo, garfagem de mesa (Pivetta, 1999).
Pizetta (2006) avaliou o sucesso do pegamento da garfagem de mesa da roseira de corte ‘Ambiance’ sobre dois porta-enxertos, Rosa sp. ‘Natual Brier’ e R. manetti, colocados para enraizarem em substrato à base de casca de arroz carbonizada e verificou que a combinação que resultou em maior porcentagem de mudas formadas foi com o portaenxerto R. manetti. Pizetta (2006) avaliou, ainda, o sucesso do pegamento da garfagem de mesa das roseiras de corte ‘Tineke’ e ‘Versilia’ sobre nove porta-enxertos (Rosa multiflora ‘Paulista’, R. multiflora ‘Japones’, R. multiflora ‘Iowa’, R. multiflora ‘Kopman’s’, R. indica x multiflora, R. indica ‘Mayor’, Rosa sp. ‘Natual Brier’, R. manetti e R. canina ‘Inermis’), também colocados em casca de arroz carbonizada e observou que as combinações que resultaram em maior porcentagem de mudas formadas foram, ‘Tineke’ sobre Rosa sp. ‘Natual Brier’, seguido de R. multiflora ‘Paulista’, R. multiflora ‘Japones’, R. multiflora ‘Iowa’, e R. indica ‘Mayor’; e ‘Versilia’ sobre R. multiflora ‘Japones’.
Os cultivares Ambiance, Tineke e Versilia são amplamente cultivados no Brasil para mercado interno, constando do Catálogo de Flores e Plantas Ornamentais do Veiling Holambra (Catalogo, 2007). Já relacionado aos porta-enxertos, os mais utilizados no mundo, atualmente, são Rosa sp. ‘Natual Brier’ e R. manetti.
A garfagem de mesa, processo mais atual de produção de rosas no mundo, tem sido feita utilizando o método de garfagem à inglesa simples, com garfos herbáceos (uma gema e uma folha apical) que são colocados sobre estacas de porta-enxertos (sem raiz) e então amarrados com elástico ou prendedores tipo “prendedor de roupa”. As bases dos enxertos são tratadas com auxina sintética, sendo então colocados em leitos contendo substrato bem úmido, cobertos com plástico tipo “túnel” (Pivetta, 1999).
O processo de enraizamento /pegamento da garfagem de mesa é muito semelhante ao do enraizamento da estaquia herbácea, que utilizam tratamento com auxina sintética e cobertura tipo “túnel”. Nesses processos, vários substratos podem ser utilizados, sendo mais comuns, casca de arroz carbonizada, cuja matéria-prima pode não ser encontrada com facilidade nas diferentes regiões produtoras e cujo processo de carbonização, em larga escala, pode ser complicado e, também, vermiculita, muita vezes inacessível pelo custo.
Segundo Barbosa et al. (2005), como meio de enraizamento de estacas herbáceas de roseira, pode-se utilizar casca de arroz carbonizada, areia, turfa e vermiculita entre outros, no entanto, sugere-se a casca de arroz por possuir boa aeração, drenagem, ser estéril e de baixo custo.
Pivetta et al. (1999) estudaram o efeito dos substratos vermiculita, casca de arroz carbonizada, espuma fenólica e areia no enraizamento de estacas de roseira ‘Dalas’ e verificaram que as maiores porcentagens de enraizamento ocorreram quando as estacas foram colocadas para enraizar em areia (98%), seguida de vermiculita (90%) e espuma fenólica (87%).
Desta forma, visando aprimorar o processo de produção de mudas de variedades de roseiras cultivadas no Brasil pelo processo de garfagem de mesa, esse trabalho teve como objetivo avaliar o enraizamento e pegamento de garfos de mesa colocados para enraizar em diferentes substratos.

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Publicado

2007-06-14

Edição

Seção

Artigos