Desinfestação de sementes de Ipê-Branco (Tabebuia roseo-alba) para estabelecimento in vitro.
DOI:
https://doi.org/10.14295/oh.v13i0.1804Keywords:
Tabebuia roseo-alba, desinfestação, contaminação, in vitro, sementes.Abstract
A espécie Tabebuia roseo-alba, conhecida popularmente como ipê-branco, é uma espécie arbórea utilizada no paisagismo para a arborização urbana, além de ser indicada em trabalhos de restauração de áreas degradadas. Embora seja uma espécie de grande valor, existem poucas informações a respeito das características de suas sementes e germinação (Lorenzi, 1992). De acordo com Kageyama e Marques (1981), espécies do gênero Tabebuia são pioneiras e, como tal, desenvolveram mecanismos adaptáveis que favorecem a dispersão e o rápido estabelecimento, possuindo pequena quantidade de reserva o que implica em curto período de viabilidade das sementes.
As sementes do ipê-branco são poucas e apresentam baixa germinação, diferentemente da Tabebuia serratifolia, produzidas em grande quantidade. Gemaque (1999) observou flutuações na porcentagem de germinação ao longo do armazenamento e Oliveira (2004) verificou que a germinação era afetada pela quantidade de compostos fenólicos produzidos em condições de estresse. Uma possibilidade para a obtenção de plantas matrizes, para serem usadas como fonte de explantes em experimentos de cultura de tecidos, é a germinação in vitro. Enquanto o estabelecimento da cultura utilizando material oriundo do campo ou de casa de vegetação traz o problema da contaminação endógena severa, esta pode ser a única fonte de material asséptico. Segundo Gricoletto (1997), a obtenção dos explantes a partir de plântulas de sementes germinadas in vitro evita a contaminação do material vegetal e a baixa resposta morfogenética dos tecidos arbóreos adultos.
As espécies lenhosas apresentam limitações para o estabelecimento in vitro, principalmente se for utilizado material vegetal proveniente de plantas adultas, pois podem apresentar infestação interna ou externa por microrganismos. Devido a isso, a utilização de plântulas germinadas in vitro, em condições assépticas, torna-se vantajosa (SKIRVIN, 1981). Segundo Corder e Borges Junior (1999), vários fatores podem afetar o vigor germinativo das sementes e promover a formação de plântulas anormais ou sua morte, entre eles a dormência e a presença de microrganismos, sobretudo de fungos e bactérias. Por isso, os métodos de desinfestação devem ser eficazes, para que a plântula sirva de fonte de explante livre de fungos e bactérias.
Diante desse exposto, o objetivo deste trabalho é identificar a melhor assepsia para o estabelecimento de sementes de ipê-branco para cultivo in vitro.
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Copyright (c) 2007 Patrícia Duarte de Oliveira Paiva, Letícia Caravita Abbade, Agda Rabelo Centofante, Renato Paiva

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