Acúmulo e partição da biomassa e dos nutrientes em plantas ornamentais tropicais produzidas na região do Vale do Ribeira
DOI:
https://doi.org/10.14295/oh.v22i3.933Palavras-chave:
Fertilidade, Floricultura, Nutrição, Paisagismo, Adubação.Resumo
Para muitas plantas ornamentais não há tabelas de adubação no Brasil e produtores utilizam, de forma inadequada, a mesma adubação para diferentes espécies de plantas ornamentais. Um primeiro passo é conhecer a extração de nutrientes por estas plantas. Objetivou-se com o trabalho determinar a concentração e caracterizar o acúmulo de nutrientes nas principais plantas ornamentais cultivadas na região do Vale do Ribeira, São Paulo: Clusia fluminensis (clusia), Dracaena marginata (dracena-tricolor), Dypsis lutescens (areca-bambú), Gardenia jasminoides (gardênia), Ixora coccinea (ixóra vermelha), Ligustrum sinense (ligustro), Murraya paniculata (murta-de-cheiro), Podocarpus macrophyllus (pinheiro-budista), Rhapis excelsa (palmeira-rápis) e Viburnum prunifolium (viburno). As plantas foram doadas por produtores da região e após classificação, estas foram divididas em raiz, caule e folhas, sendo, na sequência, lavadas, secas e determinada a concentração de nutrientes. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado utilizando-se de quatro repetições e as espécies das plantas ornamentais foram consideradas como tratamentos. Os resultados foram submetidos à análise de variância e comparados pelo teste de Scott-Knott (5%). O maior acúmulo de N foi no Podocarpus macrophyllus. A Clusia fluminensis apresentou os maiores acúmulos de cálcio e magnésio. As maiores quantidades de P e S foram acumuladas na Rhapis excelsa e no Podocarpus macrophyllus. O maior acúmulo de K foi na Rhapis excelsa, Dracaena marginata, Podocarpus macrophyllus, Murraya paniculata e Ixora coccinea. As menores quantidades dos macronutrientes foram acumuladas na Dypsis lutescens e no Viburnum prunifolium. Já para os micronutrientes o maior acúmulo de Cu foi observado na Rhapis excelsa. A Clusia fluminensis e a Dracaena marginata acumularam as maiores quantidades de Mn. Em relação ao Zn, Rhapis excelsa, Dracaena marginata e Ligustrum sinense foram as plantas com maior acúmulo. As menores quantidades de B foram acumuladas no Viburnum prunifolium, Dracaena marginata e Dypsis lutescens. Ligustrum sinense, Dypsis lutescens e Ixora coccinea acumularam menores quantidades de Fe em relação às demais. O acúmulo de nutrientes pelas plantas ornamentais é bastante diferenciado entre as espécies e esta informação deve ser utilizada para ajustar as recomendações de adubação. As plantas ornamentais foram agrupadas quanto à demanda e a relação NPK, para auxiliar no manejo da adubação.
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