Flora ornamental do Cerrado no paisagismo: retrato da aplicação prática
DOI:
https://doi.org/10.1590/2447-536X.v27i1.2254Palavras-chave:
linguagem paisagística, mercado, técnicas de manejo, sistematização,Resumo
A rica diversidade da flora do Cerrado tem alto potencial ornamental, porém é pouco presente em projetos paisagísticos no Brasil e incipiente no mercado comercial. O estudo buscou sistematizar parte do conhecimento gerado pelas experiências em paisagismo de oito profissionais que fazem parte de um movimento espontâneo e crescente buscando o desenvolvimento de técnicas de manejo e de uma linguagem paisagística referenciada pelas fitofisionomias do Cerrado, especialmente suas savanas e campos. A informação foi colhida por meio de entrevistas semiestruturadas com oito profissionais com experiência prática na introdução de espécies da flora do Cerrado em projetos de paisagismo e analisada para identificar aspectos de motivação, composição e linguagem, espécies mais usadas, aspectos técnicos da implementação e manejo e as percepções de mercado e da cadeia produtiva. Pontos reiterados foram mapeados e categorizados. As entrevistas revelam os esforços envidados para desenvolver uma linguagem composicional referenciada pelo Cerrado com a predominância de espécies herbáceas e alto índice de diversidade compatíveis com o paisagismo naturalista contemporâneo. Foi compilada uma lista de 84 espécies com potencial ornamental e impasses associados ao mercado foram identificados. As estratégias necessárias para estimular o aumento no uso de espécies da flora do Cerrado no paisagismo são: o engajamento da sociedade por meio de educação ambiental, comunicação, ‘marketing’; pesquisa em solos e ecologia do Cerrado para viabilizar a seleção de espécies; treinamento de mão de obra especializada; e ‘advocacy’ para obter políticas públicas promovendo as respectivas cadeias de produção, pesquisa e educação.
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