Controle Biológico em plantas ornamentais: do conhecimento básico ao aplicado
DOI:
https://doi.org/10.1590/2447-536X.v27i2.2365Palavras-chave:
Inimigos naturais, Manejo integrado de pragas, floricultura, inovações tecnológicasResumo
O controle biológico é uma tendência mundial e tem se destacado como uma estratégia eficaz e compatível para uso em programas de Manejo Integrado de Pragas. No Brasil, o controle desses organismos, envolvendo agentes biológicos, tem sido utilizado em diversos sistemas agrícolas, inclusive, na floricultura. Neste artigo, o controle biológico é abordado sob o ponto de vista natural, por meio da interação entre os organismos na natureza, e aplicado, como estratégia para o manejo de pragas. O conhecimento sobre a dependência e reciprocidade existentes entre as populações na natureza é fundamental para a conscientização de que esse método de controle consiste na exploração de um serviço ecológico natural. Tendo-se em vista que, para o controle biológico de uma praga, a densidade populacional dos inimigos naturais deve ser aumentada, relatamos sobre as duas principais formas para se atingir esse incremento: o controle biológico conservativo e controle biológico aumentativo. A primeira, por meio da modificação do ambiente de cultivo de modo a oferecer uma estrutura vegetacional que favoreça a manutenção e/ou atração dos inimigos naturais, e a segunda, por meio da criação massal de entomófagos e entomopatógenos com características que possam garantir sua função como agentes de controle por ocasião da sua liberação nos cultivos. Entre tais agentes, enfatizamos aqueles que são produzidos e comercializados no Brasil para aplicação em plantas ornamentais. Por fim, relatamos sobre as tecnologias que têm sido mais recentemente empregadas para incrementar o uso adequado e a eficiência desses agentes biocontroladores.
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