Agenda de inovação na cadeia produtiva de flores, gramas e plantas ornamentais
DOI:
https://doi.org/10.1590/2447-536X.v30.e242792Palavras-chave:
agenda de inovação, floricultura, sustentabilidadeResumo
As Câmaras Setoriais e Temáticas são fóruns de diálogo criados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), por meio dos quais se busca uma maior interação com as cadeias produtivas, bem como a identificação de oportunidades e a definição de ações prioritárias para o desenvolvimento da agricultura brasileira. As Câmaras Temáticas podem contribuir para o desenvolvimento da agricultura identificando demandas do setor produtivo e vinculando-as a propostas de pesquisa, desenvolvimento e inovação, criando agendas de inovação. Para isso, a análise das cadeias produtivas e suas práticas permite uma melhor compreensão do agronegócio, o que, consequentemente, possibilita o desenvolvimento de estratégias eficazes para promover o crescimento e desenvolvimento do setor. O objetivo de uma agenda em Flores, Gramas e Plantas Ornamentais é apresentar uma análise dos principais problemas e oportunidades de inovação nas cadeias produtivas. Um diagnóstico da situação atual, focado em uma visão para o futuro, foi necessário para a construção desta Agenda de Inovação. A abordagem metodológica foi dividida e conduzida por meio de diferentes análises: a) Análise da evolução do Mercado de Flores e Plantas Ornamentais; b) Análise das contribuições, impacto e expectativas dos elos da cadeia produtiva; c) Mapeamento do capital humano na ciência brasileira com potencial para contribuir com inovações tecnológicas para o mercado de flores, gramas e plantas ornamentais. A Agenda de Inovação prioriza os obstáculos mais relevantes, estabelece seu nível de importância e identifica dez Desafios de Inovação significativos a serem abordados pelos setores público e privado do país. Por meio da agenda, ações estratégicas são sugeridas para pesquisa, transferência de tecnologia e políticas públicas, essenciais para o desenvolvimento tecnológico do setor, sem negligenciar sua sustentabilidade socioeconômica e ambiental. Para cada Desafio de Inovação, foram sugeridas Ações Estratégicas a serem perseguidas, e o Brasil possui a competência técnica distribuída por todo o país, em universidades e institutos de pesquisa e empresas reconhecidas nacionalmente.
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